Redução na capacidade de produção de água afeta milhões de moradores e gera alertas para economia hídrica.
A concessionária Águas do Rio anunciou que o Sistema Guandu, fundamental para o abastecimento de água no estado do Rio de Janeiro e operado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), está passando por uma redução significativa em sua capacidade de fornecimento. Até o momento, não há previsão de quando a normalização ocorrerá, deixando milhares de residentes em situação de incerteza.
A diminuição da produção de água impacta diretamente não apenas o município do Rio de Janeiro, mas também várias cidades da Baixada Fluminense. Entre elas, estão Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. A situação é crítica, considerando que o Guandu atende mais de 9 milhões de pessoas e é responsável por cerca de 80% do abastecimento de água potável na região metropolitana.
Em face desse desafio, a Águas do Rio orienta a população a adiar atividades que demandem alto consumo de água até que a situação se normalize. Essa recomendação é crucial para mitigar os efeitos da crise hídrica e garantir que o abastecimento seja mantido, mesmo que de forma reduzida.
O cenário atual não é isolado; especialistas alertam que cidades brasileiras enfrentam riscos de desabastecimento até 2050, devido a fatores como as mudanças climáticas e o crescimento populacional. Além disso, em um contexto de altas temperaturas, o governo de São Paulo também emitiu alertas para que a população economize água, evidenciando uma preocupação crescente com a gestão dos recursos hídricos em todo o Brasil.
Diante desse panorama, é essencial que os moradores estejam cientes da importância de conservar água, não apenas para enfrentar a situação atual, mas também para preparar-se para futuros desafios relacionados ao abastecimento. A conscientização e a ação coletiva são as chaves para superar essa crise e garantir a disponibilidade de água para todos.
Em resumo, a redução da capacidade do Sistema Guandu é um sinal de alerta para a necessidade urgente de estratégias de gestão hídrica e a conscientização da população sobre o uso responsável da água. As autoridades e a sociedade civil devem unir esforços para enfrentar essa questão que afeta diretamente a qualidade de vida de milhões de brasileiros.







