Estudo revela que 26 feriados municipais podem reduzir o faturamento do varejo fluminense em até R$ 2 bilhões
O comércio do estado do Rio de Janeiro enfrenta um cenário desafiador em 2026, com um total de 26 feriados municipais, que incluem datas comemorativas e aniversários das cidades. Além dos feriados nacionais e estaduais, essa quantidade elevada pode resultar em uma perda significativa de receita para o setor varejista, que, segundo dados do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), pode deixar de arrecadar mais de R$ 2 bilhões ao longo do ano. O comércio fluminense, em média, fatura R$ 1,4 bilhão por mês, com a cidade do Rio de Janeiro respondendo por cerca de R$ 700 milhões desse total.
Um dos principais problemas enfrentados pelo comércio é o fato de que várias datas comemorativas importantes caem em dias úteis, o que pode levar ao chamado “enforcamento”. Isso significa que muitas empresas optam por fechar as portas, resultando em uma redução da circulação de pessoas nas ruas e, consequentemente, em um impacto negativo nas vendas. Além disso, os 52 domingos do ano, em que uma parte considerável do comércio permanece fechada, também contribuem para a diminuição do movimento.
Para 2026, há ainda outros fatores que podem interferir na performance do comércio, como a realização da Copa do Mundo e o período eleitoral, que historicamente tendem a desviar a atenção e os recursos dos consumidores para atividades não relacionadas ao varejo tradicional.
A lucratividade durante os feriados é um ponto crucial a ser considerado. O custo de manter um estabelecimento aberto e a receita gerada são questões que demandam atenção, especialmente em shoppings e no comércio de rua, que lidam com produtos essenciais e que muitas vezes abrem durante essas datas. Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio, destaca a importância dos feriados para a sociedade, mas enfatiza que o número excessivo pode ser prejudicial para o comércio.
“Os feriados são importantes, mas o excesso é preocupante. Se não fossem os acordos coletivos que permitem a abertura em feriados e domingos, e a ascensão do comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda mais drásticas”, afirma Gonçalves.
Ele também observa que a quantidade elevada de feriados pode frear a movimentação de mercadorias e o fluxo de dinheiro, impactando especialmente os lojistas de rua, que são mais vulneráveis a esses períodos de fechamento. “Os feriados misturam gastos familiares com lazer, e os apelos para que as pessoas viajarem ou se divertirem são mais intensos, beneficiando setores como turismo, bares e restaurantes”, conclui o presidente do Sindilojas.
Diante desse panorama, é essencial que os comerciantes se adaptem e busquem novas estratégias para minimizar os efeitos negativos dos feriados, diversificando suas ofertas e explorando novas formas de atrair consumidores mesmo durante esses períodos críticos.







