A ofensiva, que inclui o lançamento de drones, representa uma escalada nas tensões entre os dois países.
Recentemente, a Rússia executou um ataque massivo contra a Ucrânia, lançando o míssil hipersônico Oreshnik, um dos armamentos mais sofisticados do arsenal russo. Este ataque ocorreu entre a noite de quinta-feira, 8 de janeiro, e a madrugada de sexta-feira, 9 de janeiro, durante um período de negociações para um possível acordo de paz. Este foi o segundo uso do Oreshnik contra a Ucrânia, que pode alcançar velocidades de até dez vezes a do som e é capaz de carregar ogivas nucleares.
Segundo informações do Ministério da Defesa russo, o ataque foi uma resposta a um alegado ataque ucraniano com drones a uma das residências do presidente Vladimir Putin. Contudo, as autoridades ucranianas negaram que tenham tentado atingir a propriedade do líder russo. A primeira utilização do míssil Oreshnik contra a Ucrânia ocorreu no final de 2024, evidenciando a intensidade do conflito.
O governo russo afirmou que o alvo do ataque desta vez foram infraestruturas críticas na Ucrânia, incluindo uma fábrica de drones, além de instalações de energia. O uso de drones, mísseis balísticos e armamento de alta precisão foi destacado como parte da ofensiva.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o ataque, que envolveu não apenas o míssil Oreshnik, mas também 22 mísseis de cruzeiro e 13 mísseis balísticos. Em suas declarações, Zelensky relatou que prédios residenciais foram atingidos e que, até o momento, quatro mortes foram registradas em Kiev, com dezenas de feridos.
Zelensky fez um apelo à comunidade internacional, particularmente aos Estados Unidos, solicitando uma resposta clara às ações da Rússia. Ele enfatizou que a Rússia deve ser pressionada a priorizar a diplomacia e deve enfrentar consequências a cada vez que optar por atos de agressão e destruição.
Esse aumento nas hostilidades entre Rússia e Ucrânia ocorre em um contexto delicado de tentativas de mediação e resolução pacífica do conflito, colocando em evidência a fragilidade das negociações de paz e as repercussões das ações militares na segurança regional e global.







