PF bloqueia R$ 5,7 bilhões e mira crimes financeiros na Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 42 mandados de busca em cinco estados brasileiros (SP, BA, MG, RS e RJ). A ação, autorizada pelo STF, resultou no bloqueio de R$ 5,7 bilhões em ativos. O grupo é investigado por lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e gestão fraudulenta de instituições financeiras, visando a recuperação de ativos e a interrupção do fluxo financeiro criminoso.
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Segunda fase da ofensiva federal cumpre 42 mandados em cinco estados; investigação apura lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e gestão fraudulenta.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a 2ª fase da Operação Compliance Zero, desarticulando uma sofisticada organização criminosa infiltrada no sistema financeiro nacional. A ação, que conta com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), representa um dos maiores golpes recentes contra o crime de colarinho branco no Brasil, com o bloqueio recorde de ativos que ultrapassam a cifra de R$ 5,7 bilhões.

Nesta etapa da Operação Compliance Zero, cerca de 42 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O objetivo central é interromper imediatamente o fluxo de capital ilícito da organização, garantindo que os bens sejam recuperados pela União para ressarcimento de danos ao mercado.

Investigação e Crimes Financeiros

As investigações apontam que o grupo operava através de uma rede complexa de gestão fraudulenta em instituições financeiras. Entre as práticas criminosas identificadas pela PF na Operação Compliance Zero, destacam-se:

  • Manipulação de Mercado: Ações coordenadas para interferir artificialmente nos valores de ativos.

  • Gestão Fraudulenta: Uso de cargos diretivos para desviar recursos e mascarar operações.

  • Lavagem de Dinheiro: Estruturas de fachada utilizadas para ocultar a origem criminosa do capital.

O bloqueio bilionário determinado pelo STF visa não apenas punir os envolvidos, mas também asfixiar financeiramente a estrutura da organização criminosa. A Polícia Federal ressaltou que a continuidade das investigações na Operação Compliance Zero poderá revelar novos nomes e ampliar o alcance da rede de fraudes, à medida que os materiais apreendidos nos cinco estados forem analisados pelos peritos.

Fonte: Comunicação Social da PF em São Paulo.

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