A presidente do México descarta a possibilidade de invasão dos Estados Unidos e destaca a importância da cooperação respeitosa entre os países.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou categoricamente que não há planos para uma invasão dos Estados Unidos em seu país, em resposta a declarações do ex-presidente Donald Trump, que sugeriu ações militares para combater o tráfico de drogas. Em uma conversa recente, Sheinbaum enfatizou a necessidade de diálogo respeitoso e colaboração entre as nações.
Em um post em suas redes sociais, a mandatária mexicana revelou que teve uma conversa produtiva com Trump, abordando temas cruciais como segurança, tráfico de drogas, comércio e investimentos. Ela destacou que a cooperação entre os países vizinhos deve sempre ocorrer em um contexto de respeito mútuo, o que, segundo ela, “sempre produz resultados positivos”.
As declarações de Trump, que indicavam a possibilidade de intervenções militares contra cartéis mexicanos, geraram preocupações sobre a soberania do México. Durante uma de suas postagens, Trump lamentou a situação no país vizinho e sugeriu que os Estados Unidos poderiam tomar medidas mais drásticas para lidar com o tráfico de drogas, incluindo ataques por terra. Essas afirmações foram prontamente contestadas por Sheinbaum, que reafirmou a posição do México como uma nação soberana.
Além disso, Trump fez comentários sobre Cuba, afirmando que o país não possui mais os recursos da Venezuela e aconselhando uma negociação com os EUA, o que foi prontamente rebatido pelo presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, que reafirmou a independência de Cuba e sua firme postura contra qualquer tipo de imposição externa.
A relação entre o México e os Estados Unidos tem sido historicamente complexa, marcada por cooperação em várias áreas, mas também por tensões relacionadas a imigração, comércio e segurança. A atual administração mexicana busca fortalecer os laços com o norte e enfatiza que a solução para os desafios comuns deve ser construída de forma conjunta, respeitando a autonomia de cada nação.
Por fim, a presidente Sheinbaum concluiu que a comunicação aberta e o respeito são essenciais para lidar com questões tão delicadas como o tráfico de drogas e a segurança na região, sugerindo que a abordagem militar não é a solução viável para os problemas enfrentados.









