Espanha realiza a maior apreensão de cocaína em alto-mar após escala no Brasil

A Espanha apreendeu 10 toneladas de cocaína em um navio que fez escala no Brasil, resultando na detenção de 13 tripulantes. A operação, que envolveu várias forças internacionais, destaca a importância da cooperação no combate ao tráfico de drogas.
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Matheus Nascimento

Operação Maré Branca resultou na prisão de 13 tripulantes e apreensão de 10 toneladas da droga

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Recentemente, a Polícia Nacional da Espanha fez uma importante apreensão de drogas, confiscando aproximadamente 10 toneladas de cocaína de um navio que estava em águas internacionais, a caminho da Europa, após fazer escala em portos brasileiros.

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A operação, que culminou na maior apreensão de cocaína já realizada pela Espanha em alto-mar, contou com a colaboração da Polícia Federal do Brasil, da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e de autoridades de França e Portugal.

De acordo com informações da Polícia Nacional espanhola, a operação foi realizada entre os dias 6 e 7 de janeiro, nas proximidades do arquipélago das Canárias. A Polícia Federal brasileira confirmou sua participação, descrevendo a ação como parte de uma “operação internacional de combate ao tráfico transnacional de drogas”.

Os agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Nacional interceptaram o navio e detiveram 13 tripulantes, cujas identidades e nacionalidades ainda não foram divulgadas.

A operação, batizada de Maré Branca, foi resultado de uma investigação coordenada pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Superior Nacional da Espanha. As investigações revelaram que o navio mercante estava sendo utilizado por uma “organização multinacional” para transportar grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa.

A substância apreendida estava acondicionada em 294 pacotes, escondidos entre uma carga legítima de sal que o navio transportava para a Europa. Após ser interceptado, o navio ficou sem combustível e, após um período de quase 12 horas à deriva, foi rebocado até as Ilhas Canárias por embarcações da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (Sasemar) da Espanha.

A Polícia Federal destacou a relevância da colaboração internacional no combate às organizações criminosas que atuam de forma transnacional. A corporação informou que os procedimentos legais relacionados ao caso ocorrerão na Espanha, enquanto as investigações seguirão com o acompanhamento da PF, que continuará a troca de informações e o apoio nas ações de repressão ao crime organizado.

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