Fernando Haddad destaca a gravidade do caso e a atuação do Banco Central na investigação.
O Banco Master pode estar no epicentro da maior fraude bancária já registrada no Brasil, conforme declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, feita nesta terça-feira (13). Durante uma coletiva, ele ressaltou que o governo está monitorando de perto as atividades do Banco Central (BC) e mantém um diálogo constante com a entidade desde que foi iniciada a liquidação da instituição.
“O caso [Master] exige extrema cautela; estamos possivelmente diante da maior fraude bancária na história do país. Portanto, precisamos seguir todos os trâmites legais, garantindo a defesa adequada, mas também sendo firmes em proteger o interesse público”, declarou Haddad ao chegar ao Ministério da Fazenda.
Desdobramentos e Inspeções Relacionadas
- Banco Central concorda com inspeção sobre o Banco Master, afirma presidente do TCU.
- Justiça norte-americana reconhece a liquidação do Banco Master e bloqueia ativos relacionados.
- TCU suspende inspeção no Banco Central devido à liquidação do Banco Master.
Haddad mencionou que mantém comunicação diária com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e expressou apoio ao trabalho que está sendo realizado pela instituição no caso.


Brasília (DF) 05/09/2025 Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
“Estou completamente confiante no trabalho que Galípolo e sua equipe estão desenvolvendo”, afirmou Haddad em conversa com a imprensa na entrada do Ministério.
“Reforço que se trata de um trabalho muito sólido”, acrescentou.
O ministro enfatizou que a condução desse processo requer rigor técnico e transparência, dado o gravíssimo das alegações e o potencial impacto na estabilidade do sistema financeiro do Brasil.
Entidades do setor financeiro apoiam a atuação do Banco Central no caso Master
Colaboração com o TCU
Além disso, o ministro revelou que discutiu a situação com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve progressos no diálogo entre os órgãos de controle e o Banco Central.
De acordo com Haddad, a reunião realizada na última segunda-feira (12), que contou com a participação de Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da investigação no TCU, Jhonatan de Jesus, demonstrou um entendimento compartilhado sobre os procedimentos tomados pelo BC na liquidação do Banco Master.
“Parece que chegou-se a uma boa convergência em relação ao entendimento dos fatos e à importância da investigação”, afirmou Haddad.
Implicações para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Ao abordar os possíveis desdobramentos do caso, o ministro destacou a importância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que tem a função de proteger os depositantes em casos de falência bancária. Ele lembrou que o fundo é financiado não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas.
“O FGC é composto por recursos de todo o sistema, incluindo bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal”, enfatizou.
Após a liquidação do Banco Master, o FGC prestará suporte para depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as normativas atuais. Haddad sublinhou que o episódio reforça a necessidade de mecanismos de proteção para o sistema financeiro e para os correntistas.
O ministro acredita que a investigação minuciosa do caso é crucial para esclarecer as responsabilidades e prevenir a ocorrência de situações semelhantes no futuro.







