Operação em Rio Claro Desmantela Indústria de Bebidas Falsificadas e Resulta em Duas Prisões

Uma operação da Polícia Civil em Rio Claro resultou na prisão de duas pessoas envolvidas na falsificação de bebidas alcoólicas. A ação é parte de um esforço maior para combater a contaminação por metanol, que já causou mortes no Brasil.
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Matheus Nascimento

Ação da Polícia Civil visa combater a falsificação de bebidas e os riscos à saúde pública relacionados ao consumo de produtos adulterados.

Na última quinta-feira (8), a Polícia Civil realizou uma operação em Rio Claro, interior de São Paulo, que resultou na prisão de duas pessoas envolvidas na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas. A operação, batizada de Operação Poison Source, teve como objetivo desarticular uma indústria ilegal que colocava em risco a saúde da população ao oferecer produtos contaminados.

Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em locais estratégicos, incluindo uma adega e um sítio que servia como instalação para a produção das bebidas adulteradas. Os detidos foram um homem de 29 anos e uma mulher de 26 anos, ambos acusados de crimes contra a saúde pública e a propriedade industrial. Os investigadores destacaram que a fabricação clandestina de bebidas tem sido uma preocupação crescente, especialmente após a identificação de casos de contaminação por metanol, uma substância altamente tóxica.

A operação levou à apreensão de dois veículos e uma motocicleta utilizados para a entrega das bebidas, além de mercadorias e produtos variados que eram trocados como forma de pagamento. As autoridades também recolheram R$ 72 mil em dinheiro, insumos e materiais empregados na falsificação.

O metanol, um álcool tóxico, foi o motivador principal das investigações. Ele é utilizado em diversos produtos industriais, mas quando consumido, pode causar sérios danos à saúde, incluindo a morte. Dados do Ministério da Saúde indicam que, no ano passado, 22 mortes foram confirmadas no Brasil devido ao consumo de bebidas adulteradas com metanol. Em São Paulo, 51 casos de contaminação foram registrados, resultando em 11 óbitos, com investigações em andamento sobre quatro casos adicionais que continuam sem explicação.

Além das mortes relacionadas ao metanol, a secretaria de saúde do estado também estava analisando a morte de uma adolescente de 15 anos, que havia consumido bebidas alcoólicas no final do ano passado, mas a contaminação por metanol foi descartada. Essa situação ressalta a importância de monitorar a produção e a venda de bebidas alcoólicas, especialmente em um cenário onde a falsificação pode ter consequências fatais.

As ações de combate à falsificação de bebidas alcoólicas têm sido intensificadas pelas autoridades, visando não apenas a segurança pública, mas também a proteção da economia local e a confiança dos consumidores. As operações realizadas são um reflexo do compromisso em manter a qualidade e a segurança dos produtos disponíveis no mercado.

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