Relatório revela diminuição nos índices de SRAG em todo o Brasil, sem alerta de risco em estados e capitais.
O boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (8), trouxe boas notícias em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. De acordo com o levantamento, os casos da doença estão apresentando uma tendência de queda tanto no curto quanto no longo prazo, com a maioria dos estados e capitais fora do patamar de alerta, risco ou alto risco. No ano anterior, 2025, a SRAG resultou em 13.678 mortes em todo o país.
Nos últimos dois meses, as análises mostraram que a incidência e a mortalidade estão concentradas nas faixas etárias mais vulneráveis. As crianças pequenas continuam sendo as mais afetadas em termos de incidência, enquanto a mortalidade se concentra, principalmente, entre os idosos. É crucial entender essa dinâmica, uma vez que a identificação precoce e o tratamento adequado podem fazer a diferença na evolução dos casos.
Além disso, os dados indicam que os vírus que mais contribuíram para os casos de SRAG em 2025 foram o rinovírus e o metapneumovírus. A situação atual envolve a análise das quatro últimas semanas epidemiológicas, o que significa que a incidência e a mortalidade ainda podem sofrer alterações nos próximos boletins.
Em relação ao total de óbitos notificados em 2025, 6.889 deles (50,4%) tinham resultado positivo para algum vírus respiratório, enquanto 5.524 (40,4%) foram considerados negativos e 222 (1,6%) estavam aguardando resultados laboratoriais.
Dentre os casos confirmados, a distribuição dos vírus foi a seguinte: 47,8% das mortes foram associadas ao vírus da influenza A, 1,8% ao influenza B, 10,8% ao vírus sincicial respiratório, 14,9% ao rinovírus e 24,7% ao Sars-CoV-2, causador da Covid-19. Esses dados sublinham a importância da vigilância epidemiológica e da vacinação, especialmente em grupos de risco.
A análise atual compreende a Semana Epidemiológica 53, que abrange o período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026. O cenário atual apresenta um alívio em relação à pressão sobre os serviços de saúde, mas não deve ser motivo para relaxamento nas medidas de prevenção e controle das infecções respiratórias. A prevenção, por meio da vacinação e do cuidado com a saúde pública, continua sendo a melhor estratégia para proteger a população.
Com a diminuição dos casos de SRAG, é fundamental que a população mantenha-se atenta aos sinais de doenças respiratórias e busque atendimento médico quando necessário. Além disso, a promoção de campanhas informativas sobre a importância da vacinação e das medidas de higiene pode ajudar a manter os números de casos baixos e a proteção da saúde coletiva.







