Testemunhas relatam que velas em garrafas de champanhe iniciaram o fogo que matou 40 pessoas; rota de fuga estreita dificultou evacuação.

As autoridades do cantão de Valais iniciaram uma perícia rigorosa para determinar as circunstâncias do Incêndio em Crans-Montana que chocou o mundo neste dia 1º de janeiro. Embora a procuradora-geral Beatrice Pilloud tenha descartado a hipótese de ataque, as atenções se voltam agora para possíveis falhas de segurança e negligência durante a festa de Réveillon no Bar Le Constellation.
Relatos de sobreviventes franceses indicam que o Incêndio em Crans-Montana começou quando garçonetes ergueram garrafas de champanhe com velas ou sinalizadores acesos, atingindo o teto decorado com madeira seca. Vídeos promocionais do estabelecimento, publicados meses antes, já mostravam a prática perigosa de carregar fogos de artifício em ambientes fechados. Em poucos minutos, a estrutura foi tomada pelo fogo e por uma fumaça densa e tóxica.
A dificuldade de evacuação é outro ponto crucial da investigação sobre o Incêndio em Crans-Montana. Testemunhas afirmaram que cerca de 200 pessoas tentaram sair simultaneamente por uma escada extremamente estreita, gerando um efeito de afunilamento fatal. O hospital universitário de Lausanne já recebeu 22 dos casos mais graves, e o processo de recuperação para os sobreviventes do Incêndio em Crans-Montana deve durar meses, segundo especialistas médicos.

- Silvia Costeloe,
- Role,Da BBC News em Crans-Montana (Suíça),
- Author,Rorey Bosotti,
- Role,BBC News







