Criminosos, que já haviam sido capturados por Ferraz em 2005, são suspeitos de assassinar o ex-delegado em retaliação a prisões anteriores.
Na manhã desta terça-feira, a polícia de São Paulo anunciou a prisão de três homens acusados de envolvimento no homicídio do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. Os suspeitos, assaltantes de banco que foram detidos por Ferraz em 2005, foram capturados em operações realizadas em Santos e Jundiaí, cidades situadas no litoral e interior do estado, respectivamente.


Durante uma coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que, apesar de outras linhas de investigação não estarem descartadas, há uma forte convicção de que o assassinato de Ferraz foi motivado por sua atuação contra organizações criminosas, especialmente em relação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo ao qual os presos estão associados.
O ex-delegado, que também ocupava o cargo de secretário de administração na prefeitura de Praia Grande, foi assassinado em 15 de setembro. Ele foi perseguido por indivíduos armados e, após uma colisão com um ônibus, foi executado com disparos de fuzil. A cena do crime foi capturada por câmeras de segurança, evidenciando a brutalidade da ação.
Os indivíduos detidos são identificados como Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca; Márcio Serapião de Oliveira, apelidado de Velhote; e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho. Segundo as autoridades, eles foram fundamentais na concepção e execução do plano que resultou na morte de Ferraz. Além de seus antecedentes criminais que incluem assaltos a bancos, também estão ligados a atividades de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Investigação em Andamento
A polícia revelou que o planejamento do assassinato teve início em março de 2025, e desde junho do mesmo ano, o ex-delegado estava sob vigilância dos criminosos. Fernando Alberto, o Azul, é considerado o líder do PCC na região da Baixada Santista e é o principal suspeito na organização da execução de Ferraz.
“É crucial que a investigação prossiga de forma meticulosa para não apontar culpados sem a devida evidência. Estamos em busca de qualquer possível mandante que possa ter influenciado essa ação”, declarou Ronaldo Sayeg, delegado e diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Na operação que culminou nas prisões, a polícia também confiscou dispositivos eletrônicos como celulares e laptops, além de documentos que podem contribuir para o avanço das investigações. Até o momento, 13 pessoas foram presas ao longo das operações relacionadas ao caso, cinco delas foram liberadas com o uso de tornozeleira eletrônica e duas ainda estão foragidas.







